Como o condomínio deve fazer a prevenção à dengue?

O volume de moradores e a quantidade de locais que o mosquito pode se proliferar faz com que condomínios sejam extremamente propícios para a aparição de dengue — fato esse ignorado por grande parte da população.
A FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) reporta que de todos os casos de dengue, 90% se encontram em residências (o que inclui condomínios).
Nesse sentido, é essencial adotar medidas preventivas, tais como: evitar concentração de água parada, fazer a limpeza adequada da piscina e tampar devidamente a caixa d’água do prédio.
Mas os cuidados não param por aí! Por isso, resolvemos trazer uma lista exclusiva com dicas de conscientização para livrar o seu condomínio desse perigo. Leia abaixo!
Qual a situação da dengue nos condomínios?
Por vivermos num país tropical, a dengue, zika vírus e Chikungunya acabam sendo discutidos o ano inteiro. No entanto, é no verão que devemos ficar ainda mais atentos.
Acontece que o mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas doenças, se reproduz ainda mais em temperaturas mais quentes e úmidas. Ou seja, de novembro a maio, o risco de você se deparar com esse inseto é multiplicado.
Lugares como o jardim, a piscina e demais áreas comuns e privativas de um prédio acabam, portanto, se tornando possíveis focos de reprodução do mosquito.
Por isso, realizar ações de limpeza preventiva em quaisquer locais que podem possuir concentração de água parada é essencial.
No mais, cabe também conscientizar as pessoas que moram no condomínio, visando justamente diminuir ainda mais as chances de dengue.
Qual o papel do síndico na prevenção à dengue?
Por se tratar de uma questão de segurança, é o dever do síndico realizar a limpeza e o cuidado das áreas comuns. Além de conscientizar os moradores, como comentamos anteriormente, principalmente no verão.
No entanto, para uma prevenção mais completa, é preciso incentivar ações regulares entre os moradores de um condomínio durante todo o ano.
Com cronogramas de limpeza, higienização dos locais comuns e uma vistoria coletiva, é possível cultivar um hábito de prevenção, fazendo com que a aparição do mosquito fica ainda menos propícia.
Além disso, é preciso ficar de olho nos perigos ao redor: terrenos baldios perto do prédio, por exemplo, são grandes focos do Aedes aegypti. Cabe ao síndico contatar a prefeitura e exigir medidas cabíveis.
Junto ao zelador do condomínio, o síndico também deve estabelecer uma escala de vistoria a ser cumprida todos os dias. Durante as chuvas de verão, é natural que se criem acúmulos e concentração de água em diversas partes do prédio, por vezes mais escondidas que as áreas comuns. É preciso realizar uma limpeza nas calhas, lajes e vasos de plantas.
Os ovos do mosquito Aedes aegypti têm a capacidade de hibernar por anos, algo desconhecido pela maior parte das pessoas. Além disso, o próprio inseto tem uma expectativa de vida de mais de um mês.
Porém, é sabido que o transmissor geralmente não percorre mais de 600 metros. Ou seja, é necessário fazer limpeza profunda e continuar sempre incentivando os moradores.
Para além dos membros de sua equipe e os residentes do prédio, a ideia de contratar uma empresa especializada não deve ser desconsiderada. Principalmente nos meses com mais incidência, ter ao seu lado colaboradores com experiência no combate à dengue é essencial para garantir a segurança de todos.
Quais são os cuidados com as áreas comuns do condomínio?
Para lhe ajudar a erradicar focos de dengue nos espaços compartilhados de um prédio, separamos dicas essenciais. Veja abaixo:
· Visando a drenagem das águas de chuvas, utilize sempre uma tela de náilon nos ralos externos;
· Despejar regularmente sal em volta dos ralos externos;
· Tampar os ralos internos com telas de náilon;
· Checar o escoamento de água em locais como lajes e marquises, evitando a concentração;
· Realizar a limpeza das calhas;
· Fazer uma verificação semanal nos fossos do elevador, a fim de evitar o acúmulo de água;
· Garantir que vasos sanitários sem uso permaneçam tampados (se não há uma tampa, é preciso lacrá-los com algum tipo de saco plástico ou fita). Além disso, é essencial realizar a descarga regularmente ou despejar duas colheres de sopa de sal em casos onde a vedação não é possível;
· Vedar com filme plástico as caixas de descarga que não possuem tampa e não tenham um uso regular;
· Assegurar com que as caixas d’águas estejam propriamente tampadas e limpas;
· Realizar a limpeza regular das piscinas, mesmo as sem uso frequente (neste caso, é essencial diminuir o volume de água e utilizar regularmente a quantidade adequada de cloro);
· Manter recipientes descartáveis em sacos de lixo e prontos para a coleta feita pela limpeza pública;
· Verificar que as lixeiras do prédio permaneçam bem fechadas;
· Trocar as bromélias por plantas que não causem concentração de água. Se não há a possibilidade de substituição, as regue duas vezes por semana com uma mangueira sob pressão;
Seguindo tarefas regulares, é possível manter a segurança e saúde não apenas dos moradores e funcionários do prédio, mas também de todos ao redor.
No descumprimento dessas medidas simples, é comum em muitos municípios que a Vigilância Sanitária realize uma vistoria e possa até multar o prédio.
Com isso em mente, é preciso continuar sempre no combate aos focos de dengue!
Quais os cuidados com as áreas privativas?
Mas as medidas preventivas não se limitam apenas aos locais comuns, muito pelo contrário. Veja alguns cuidados essenciais para áreas privativas de apartamentos ou casas:
· Evitar o acúmulo de água nos pratos ao enchê-los com areia ou furá-los;
· Checar canaletas e esquadrias a fim de evitar a água parada;
· Remover itens que tendem a acumular água em sua sacada;
· Realizar a limpeza das vasilhas de comida e água dos seus animais de estimação;
· Vedar ralos internos com tampas abre e fecha;
· Fazer o descarte correto de materiais que possam acumular água (garrafas, copos, latas etc.);
· Verificar o estado da bandeira do ar-condicionado, que também pode ser um foco de acúmulo de água;
· Não deixar poças d’água após a lavagem de seu carro;
· Ao viajar, certificar-se que sua residência atenderá essas medidas simples de segurança.
Cartilha para evitar a proliferação do mosquito-da-dengue
No combate à dengue, um exemplo de ação eficiente é a criação de cartilhas conscientizadoras para os residentes do condomínio.
É possível criar uma lista com todas as medidas recomendadas para erradicar focos do mosquito Aedes aegypti e até como os identificar.
Um síndico pode compartilhá-la num grupo de mensagens ou mesmo imprimi-la e distribuir aos moradores, fixando essas dicas em suas mentes.
Esses exemplos ainda devem ser distribuídos pelo prédio, colados em corredores e demais áreas de espaço comum, reafirmando as normas e deixando claro que o descumprimento pode levar a advertências e multas.
A campanha contra a dengue é de extrema importância para a saúde e segurança de todos. Transformá-la em algo anual, faz com as chances do aparecimento da doença diminuam drasticamente.
Tudo isso e muito mais, você pode conferir baixando o aplicativo Seu Condomínio! Disponível para Android e IOS, Seu Condomínio é o app ideal não apenas para moradores, como também síndicos e funcionários do condomínio.
Baixe o app e conheça os benefícios de se ter o condomínio na palma da mão - além de ficar por dentro de todos os nossos conteúdos!
Para mais informações, demonstrações ou notícias direcionadas, acesse o site dos nossos aplicativos: aplicativoseucondominio.com.br e appseucondominio.com.br