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Como permitir a presença de animais no condomínio sem gerar conflitos

Os animais domésticos fazem parte da vida de muitas pessoas no Brasil e no mundo. Além de companheiros fiéis, muitos acreditam que eles trazem benefícios para a saúde física e mental de seus tutores. No entanto, a convivência entre os animais e os demais moradores de um condomínio pode gerar conflitos . Por isso, é importante buscar maneiras de permitir a presença dos pets de forma harmoniosa e sem atritos.

A questão da presença de animais em condomínios tem gerado diversas polêmicas e conflitos entre condôminos. No entanto, os tribunais têm entendido que a proibição total de animais em condomínios é uma medida abusiva, uma vez que fere o direito de propriedade dos condôminos e o direito à convivência familiar com seus animais de estimação.


Regras


As regras claras e bem definidas sobre a presença de animais de estimação em condomínios são fundamentais para garantir a convivência harmoniosa entre os moradores. É importante que essas regras sejam explícitas e estejam estabelecidas no regulamento interno ou na convenção do condomínio, para que todos saibam o que é permitido e o que não é permitido em relação aos animais.

regulamento  interno ou a convenção de um condomínio não pode impor a obrigatoriedade de que os moradores transitem com seus animais de estimação no colo. Essa prática pode ser perigosa tanto para os donos dos pets quanto para outras pessoas que transitam pelas áreas comuns do condomínio.

Ainda que a intenção seja garantir a segurança de todos, essa exigência pode ser considerada abusiva e ilegal. Isso porque, ao obrigar os moradores a carregarem seus animais no colo, o condomínio pode estar violando o direito de ir e vir  dos condôminos.

A regulamentação sobre a presença de animais em condomínios deve sempre respeitar as leis e normas em vigor. A Lei Federal nº 13.426/2017, por exemplo, estabelece que é proibida a exigência de que os animais de estimação sejam transportados no colo ou em caixas de transporte em áreas comuns de prédios e condomínios.


Reclamações recorrentes


Os problemas mais recorrentes em condomínios envolvendo animais de estimação são relacionados a barulho, utilização das áreas comuns, segurança e mau cheiro.

Em relação ao barulho, cães e gatos podem ser bastante barulhentos, especialmente quando deixados sozinhos em casa ou quando se sentem ansiosos ou amedrontados. Isso pode gerar incômodo para outros moradores do condomínio, especialmente para aqueles que moram em apartamentos vizinhos. Nesse caso, é importante que os donos dos animais de estimação tomem medidas para minimizar o barulho, como manter os pets em locais menos expostos, utilizar brinquedos e atividades que distraiam o animal, e evitar deixá-los sozinhos por períodos muito longos.

Outro problema comum é a utilização inadequada das áreas comuns, como elevadores, corredores e jardins, por parte dos animais de estimação. Nesses casos, é importante que os donos dos pets respeitem as regras estabelecidas pelo condomínio, mantendo seus animais sempre acompanhados e evitando que eles circulem livremente pelas áreas comuns.

A segurança também é uma preocupação em relação aos animais de estimação em condomínios, especialmente quando se trata de animais de grande porte ou de raças consideradas agressivas. Nesses casos, é importante que os donos dos pets tomem medidas para garantir a segurança dos demais moradores, como utilizar guias e coleiras apropriadas, manter os animais sob controle em áreas comuns e evitar situações que possam gerar conflitos ou ameaças.



Aplicação de advertências e multas


Quando os moradores não respeitam as regras do regulamento interno do condomínio em relação aos seus animais de estimação, pode ser necessário que os demais condôminos tomem alguma atitude para garantir a convivência pacífica e harmoniosa entre todos.

Uma das formas mais eficazes de lidar com essas situações é registrar a ocorrência no livro de ocorrências ou no site do condomínio. Dessa forma, o síndico ou a administradora do condomínio podem tomar conhecimento do problema e adotar as medidas necessárias para solucioná-lo.

Por exemplo, quando um morador é flagrado transitando com seu animal de estimação em áreas proibidas do condomínio, como a piscina ou a quadra de esportes, é possível registrar essa ocorrência no livro de ocorrências, informando o dia, o horário e o nome do morador em questão. Com essa informação, o síndico pode notificar o morador infrator e aplicar as penalidades previstas no regulamento interno.


Casos extremos


Quando os latidos excessivos de um animal de estimação se tornam um problema constante no condomínio e todas as etapas de conversa e aplicação de multa já foram esgotadas, pode ser necessário buscar ajuda em outras instâncias.

Uma das dicas dadas por Vania Dal Maso, especialista em comportamento animal e adestradora, é fazer uma denúncia em ONGs de proteção aos animais. Essas organizações podem ajudar a conscientizar o proprietário do animal sobre a importância de controlar os latidos de seu pet e oferecer orientações sobre como treiná-lo



Erros da gestão e do síndico


Um dos problemas enfrentados pelos síndicos  em relação à convivência com animais de estimação em condomínios é a falta de conhecimento sobre a legislação pertinente ao assunto. É importante que o síndico esteja familiarizado com as leis e normas que regulamentam a presença de animais de estimação em condomínios, a fim de que possa tomar decisões baseadas em informações precisas e evitar conflitos desnecessários com os moradores.

Outro erro comum do síndico é quando ele deixa o bom senso de lado e intervém em situações em que há apenas reclamações de um morador, sem levar em conta o ponto de vista dos demais condôminos ou sem verificar se a reclamação procede de fato. O síndico deve ser imparcial e buscar ouvir todas as partes envolvidas antes de tomar uma decisão ou aplicar uma penalidade.


Melhorar a convivência


Existem diversas formas de melhorar o relacionamento entre os moradores que possuem animais de estimação e aqueles que não têm no condomínio. Uma dessas formas é a criação de um espaço específico para os cães passearem, o chamado "play dogs". Essa área pode ser reservada para o uso exclusivo dos animais de estimação, com regras claras para o uso adequado e a manutenção da limpeza e higiene do espaço.

Além disso, é importante que os moradores que têm animais de estimação sejam conscientes e responsáveis em relação ao uso das áreas comuns do condomínio. Eles devem garantir que seus animais estejam sempre com coleira e guia e que os dejetos sejam recolhidos e descartados corretamente, evitando assim transtornos para os demais moradores.

O diálogo também é fundamental para a convivência harmoniosa entre os moradores com e sem animais de estimação. 




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