Como um condomínio pode ser administrado? Existem opções?

Condomínios são empreendimentos complexos que dependem de uma boa administração para garantir a qualidade de vida dos moradores, manter o equilíbrio financeiro do local e garantir que o patrimônio seja valorizado.
Embora haja muitas adversidades, essa é uma tarefa que precisa ser feita e é preciso saber quais são as opções disponíveis para realizar uma boa administração.
Para isso, confira nosso conteúdo completo sobre todos os tipos de gestão condominial.
As vantagens e desvantagens de cada modelo e recomendações para possibilitar uma boa administração estão todas elencadas aqui.
Aproveite.
O que é a tal gestão de condomínio?
Como dito anteriormente, condomínios residenciais e comerciais são complexos e por isso demandam esforços para que o condomínio continue funcionando corretamente e possa oferecer qualidade de vida e bem-estar para quem mora ou trabalha ali.
Manutenção, segurança, gerenciamento de funcionários e colaboradores, controle das finanças, contabilidade, cuidados com a legislação, atendimento aos condôminos, realização de assembleias, mediação de conflitos, entre outras são algumas das atividades necessárias para manter o condomínio funcionando bem.
Quem faz a gestão?
Comumente, o responsável pela gestão de um condomínio, é o famoso síndico. Porém existem alternativas que podem funcionar melhor dependendo do condomínio. Então, confira os modelos de gestão condominial:
1. Síndico morador
Em condomínios menores, o síndico costuma ser escolhido a partir de votos para moradores que se candidatarem ao cargo, ou seja, é um modelo de autogestão, onde um dos próprios moradores assume a função de administrar o condomínio. Isso inclui também lidar com questões fiscais, contábeis, manutenção, mediação de conflitos, etc.
Há também a ajuda de um conselho que fica responsável por ajudar o síndico morador com o atendimento a outros moradores, dão sugestões e auxiliam nas assembleias. Além disso, alguns condomínios possuem funcionários administrativos para fazer os balancetes, processar boletos, entre outras.
É comum nesses casos que tanto o síndico quanto membros do Conselho recebam isenção da taxa condominial, mas para isso acontecer é necessário que haja votação em assembleia.
2. Assessoria para o síndico
Como gerir um condomínio não é uma tarefa simples, o síndico morador pode ser auxiliado e orientado por empresas terceirizadas em áreas como jurisdição, contabilidade e financeira, por exemplo, caracterizando uma autogestão assistida ou cogestão.
Isso permite que empresas especializadas tirem o peso de lidar com áreas complexas dos ombros do síndico e do conselho que podem ficar cuidando apenas da rotina diária do condomínio.
3. Administradoras
Administradoras são empresas que assumem completamente as funções administrativas, o que costuma ser bem mais caro do que na cogestão.
Ao síndico é relegado o trabalho de representar os moradores, delegando e fiscalizando os serviços prestados pela empresa administradora.
Uma administradora de condomínios costuma executar inúmeras atividades e serviços.
Suas responsabilidades incluem fazer a gestão administrativa, a gestão de recursos humanos para funcionários não-terceirizados, a gestão financeira e a gestão de assuntos jurídicos.
Isso inclui emitir os boletos da taxa de condomínio, conduzir assembleias, redigir atas, realizar a previsão orçamentária anual, pagar as despesas do condomínio, pagar os serviços realizados por colaboradores, cobrar moradores inadimplentes, atender moradores, elaborar a pasta de prestação de contas, etc.
O síndico e o conselho podem solicitar documentos, contas e dados a qualquer momento, por isso uma boa administradora deve ser transparente e bem organizada para evitar problemas.
4. Síndico profissional
Há também a opção de contratar um síndico profissional que pode ser útil em condomínios que não disponham de um síndico morador por falta de candidatos ou por serem muito grandes.
Conforme o artigo 1348 do Código Civil, o síndico profissional possui os mesmos deveres e responsabilidades que o síndico morador.
A vantagem desse profissional é que apesar de pago, ele possui experiência e capacidade para lidar com grandes empreendimentos, além de normalmente possuir uma equipe com a qual parte das atividades são divididas.
Mas é preciso notar que o síndico profissional também tem seus direitos resguardados como um prestador de serviço contratado, incluindo sua carga-horária e salário e não pode nem deve ser abusado ou maltratado.
Como administrar um condomínio de forma eficiente?
Para escolher uma boa gestão de condomínio é preciso conhecer bem quais são os modelos de gestão de condomínio, debater o assunto em assembleias e optar por aqueles que mais se encaixem no perfil do condomínio e de seus moradores.
É preciso ter critérios na hora de organizar a administração do seu condomínio, confira alguns itens que toda boa gestão de condomínio precisa ter:
Condomínios são a moradia de muitas pessoas, por isso a administração de um condomínio deve ser levada de forma séria, por seja quem for que ocupar esse papel, é necessário levar a sério as atribuições legais do cargo.
Antes de contratar um síndico profissional, é preciso que ele conheça bem o condomínio em questão, afinal não é uma tarefa fácil gerir um empreendimento como esse e é preciso estar preparado para todos os problemas.
Não dá pra deixar tudo nas mãos de um síndico ou de uma administradora, é preciso que moradores estejam presentes nas assembleias e conheçam seus direitos e deveres.
Síndicos e membros do conselho sempre devem estar estudando e fazendo cursos na área de gestão condominial, principalmente considerando que síndicos moradores são muitas vezes inexperientes.
Administradoras devem ser sempre fiscalizadas e cobradas.
Independente de qualquer situação, o síndico deve ter bom senso sempre seguir todas as regras do condomínio.
Agora que você já conhece os modelos de gestão de condomínio e quais suas vantagens e desvantagens, já é possível escolher qual opção é melhor para as demandas do seu condomínio.
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