Uso do Vape

Sabe-se dos riscos que o cigarro traz diretamente e indiretamente para a saúde das pessoas.
Já noticiamos previamente sobre o uso do cigarro dentro dos condomínios, em que foi discutido o alcance da Lei Antifumo, os direitos do morador fumante e cuidados sobre.
O tópico de hoje será, novamente, sobre o fumo, mas não do cigarro. Desta vez, falaremos sobre o controverso vape.
O vape, classificado como um Dispositivo Eletrônico para Fumar (DEF) pela Anvisa, tem ganhado atenção pelo grande número de pessoas, principalmente jovens, que o usam no Brasil.
Existem controvérsias sobre esse dispositivo. Por isso, iremos esclarecer algumas coisas sobre o seu uso nos condomínios:
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É Proibido?;
É complicado. Em 2009, a Anvisa proibiu a importação, comercialização e propaganda dos dispositivos. Em nota, a agência disse ser responsável pela fiscalização das vendas online. As lojas físicas são de “responsabilidade das autoridades locais".
Nisso é que surge a questão. Por se tratar de um regulamento antigo, a fiscalização pode ter parado nas lojas online ou não se tornou uma questão alarmante para as autoridades locais.
Importante destaque para a proibição do comércio, e não do uso. As limitações vão até o fornecedor/comerciante, e não para o consumidor.
Caso veja algum morador em seu condomínio com o vape em mãos, não se preocupe. Está em seu direito. -
Onde usar?;
Basicamente, quase toda legislação sobre cigarro vale para seus derivados, eletrônicos ou não.
Dessa forma, o fumo do vape em ambientes públicos e ambientes fechados ou parcialmente fechados é proibido, com exceção das unidades imobiliárias, o que permite que o morador possa fumar em sua casa. -
Alternativa para o Cigarro?;
Outro tópico controverso sobre este assunto. A ausência do mal cheiro, sendo substituído até por essências saborizadas que podem possuir odores agradáveis, e das bitucas é algo beneficente para o condomínio.
Um dos pontos principais de sua venda é que o vape é vendido como uma alternativa segura e confiável para o cigarro, dizendo que ele é menos nocivo que o cigarro.
Mas não é bem assim. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) alerta sobre o aerossol do dispositivo, que contém substâncias nocivas. Ele possui um filamento, revestido de níquel e outros metais, que deve ser aquecido. O nível de níquel, considerado cancerígeno, é considerado de 2 a 100 vezes maior do que nos cigarros tradicionais.
É possível notar que o vape não é essa opção viável como é vendido. Conscientize sobre o uso desse dispositivo em seu condomínio, para que a vida de seus moradores seja preservada.